Ato 10D – Contra o genocídio da juventude negra da periferia Um ponto de basta na política de segurança pública!

 
Neste dia 10 de dezembro, dia internacional dos direitos humanos, os movimentos sociais com mais de 1000 pessoas foram às ruas para exigir que o Estado pare de matar e modifique a política de segurança pública.
Foi marcante como diversos movimentos sociais se unificaram a partir do Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra e ocuparam a Avenida Paulista com uma proposta clara simbolizada pela palavra de ordem mais ouvida no ato: “Fora Alckmin! Fora Alckmin!”
Diversas pessoas, entidades do movimento negro e movimentos de moradia, saúde, cultura, educação atenderam ao chamado de “toque de saída nas ruas” se contrapondo aos toques de recolher que se espalharam pela cidade. O ato saiu do MASP, na Avenida Paulista e foi para Assembléia Legislativa. No trajeto, as ruas de São Paulo foram pintadas com corpos lembrando diversas vítimas desta guerra que o governo do Estado , de mãos dadas com o governo federal declarou ao seu próprio povo.
A manifestação com suas falas e músicas exigiu “Genocídio não! Queremos saúde, moradia e educação” Diversos direitos que a população pobre e negra da periferia não tem acesso foram lembrados. MTST e Terra Livre falaram da falta de direito à moradia! Cartazes traziam a importância de mudar a política de segurança, de basta de guerra ás drogas, uma enorme faixa trazia a defesa da vida.
 
Do medo à luta
 
O ato chegou já no começo da noite na Assembléia Legislativa, se contrapondo a idéia de medo, chamando todos a lutar! Cobrou a responsabilidade da Assembléia que esta de joelhos diante de um poder executivo que faz o que quer e desrespeita sistematicamente os direitos humanos. Cobrou mudança em umestado que é máximo na repressão e mínimo nos direitos sociais. Velas foram acesas para lembrar novamente dos nossos lutadores que morreram inocentes, vitimas de grupos de extermínio que o próprio governo estadual reconheceu existir.
Acontecia na Assembléia à entrega do Prêmio Santos Dias de Direitos Humanos e o rapper Mano Brown que falou também contra o governo do estado, abriu sua palavra para o Comitê Contra o Genocídio que denuncio as mortes na periferia como responsabilidade do governador. E proclamou o Impeachment do Governador Alckmin.
Neste momento os(as) companheiros(as) no Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra exigiram a CPI das Polícias, a averiguação da mortes e um basta a política genocida do Governador Geraldo Alckmin. Gilson do MTST pode expressar a partir das suas salas toda a dor, indignação e revolta que vive hoje os moradores das periferias de São Paulo.
Um ato vitorioso, pois mostrou a população do Estado de São Paulo à existência de uma outra explicação da realidade: existe sim racismo em São Paulo e o próprio estado esta matando negros e pobres da periferia. Ousou desmascarar a política de guerra existente e pedir a saída do governador. O comitê contra o genocídio demonstrou a coragem e a garra para denunciar a barbárie que vivemos hoje. E ainda para denunciar a lógica do capital e do racismo que destrói concreta e simbolicamente os nossos laços de solidariedade e nega a possibilidade de luta. O Ato de ontem demonstrou que nós lutadores e lutadoras somos sim solidários e vamos a luta para a transformação desta sociedade. Juntos temos certeza da nossa força.
 
 
 
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