Soneto Irregular

Por Felipe Spack

Invadi uma folha em branco
E comecei um soneto irregular
A primeira estrofe será o meu barraco
Para ele logo quero me mudar
.
Findo o quarteto 1, passa a primeira rua
E eu prossigo a ocupação
Espero que aquela Prefeitura
Parnasiana, não ajuíze reintegração
.
Minhas, rimas, quando existem, são pobres
E os tercetos sem aliteração
Mas o meu cantinho quero dedicar
.
A ti, meu amor militante
E aos compas, que chamo pra hastear
No verso final uma bandeira:
MPM!

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