Subprime e a Arte Financeira de Fazer Dinheiro

Por Venâncio Guerrero

Fim do Mundo?

O período de arrefecimento da crise, pós-2010, pode ser descrito como o tempo da Confusão e Ilusão. Enquanto a crise ainda persiste, criamos novas expectativas e bolhas que teimam em manter a visão de futuro intacto para a ordem do capital financeiro pós-moderno. Porém, as fissuras da economia capitalista ainda são visíveis. É possível medi-las? O que está porvir? Como explicá-las? Muito se disse sobre a Crise Econômica, porém ainda tem muito por se estudar, para que possamos entender o seu desenrolar que teima em persistir.

Em 2008, o velho axioma do mercado equilibrado e seu atual correlato discurso de fim da história, dissiparam-se no movimento real das coisas. O mercado imobiliário dos Estados Unidos foi o portador da mensagem apocalíptica de fim do mundo. Portanto, devemos voltar um pouco na história e tentar ter algumas aproximações deste lugar de acumulação de valor. Pensar o particular na totalidade, e o total na particularidade, isto é: O que nos ensina o mercado subprime sobre equilíbrio/desequilíbrio na totalidade dos mercados no capitalismo?

Da Mercadoria-Moradia.

Harvey (1), em o Enigma do Capital (2011), enfatiza que o mercado imobiliário nos Estados Unidos foi essencial para o boom keynesiano. Pois, ao fazer uma casa, incentiva-se, além de toda uma cadeia de produção e demanda intensiva por trabalho, um consumo posterior, pois toda casa necessita encher-se de móveis, entre outras coisas. Portanto, o mercado imobiliário mobiliza demandas e cria novos mercados. Mas, para criar este consumo de bens duráveis é necessário acelerar a demanda por casas, e aqui entramos em novas dificuldades, qual seja, o caráter diferenciado da mercadoria-casa.

O imóvel é uma mercadoria diferenciada, pois seu valor é extremamente elevado, e para viabilizar um consumo de massas é necessário crédito. Suponhamos um brasileiro que ganhe R$ 2.000,00 por mês. Para que ele comprasse um simples apartamento de R$ 150.000,00, teria de economizar metade de seu salário, durante cerca de 12 anos. Portanto, se nosso brasileiro hipotético poupasse persistentemente R$ 1.000,00 mensais, e sendo abençoado por todos os economistas, chegaria depois de 12 anos, ao sonho da casa própria. Mas, neste meio tempo, seus filhos cresceram e entraram na vida adulta, também com necessidades habitacionais. Que fazer? Esperar mais 12 anos?

Aqui, o crédito imobiliário é vital para a manutenção de alta rotação no mercado imobiliário. Pois, é possível encurtar o percurso de 12 anos, com recursos acumulados em outros setores produtivos, e com a Mão Invisível do Estado. Assim, duas casas são vendidas em 12 anos, girando um maior quantum de lucro e salários. Também, são duas novas lavadoras, televisões, pois nosso brasileiro médio saiu da casa da sogra, e necessita de móveis novos, bem como seus filhos.

Os capitalistas do setor ficam ainda mais felizes, pois além dos lucros que terão um giro mais acelerado, com aumento da massa de valor – como nos ensina Marx no Capital – terão, também, uma mercadoria mais valorizada. O preço do imóvel cresce com aumento da produção, pois depende do monopólio da terra, e aqui é gerada uma renda, uma espécie de ganho por deter o recurso terra, que é apropriada pelo setor imobiliário. Vender mais rápido, vender mais e ganhar mais este é o circuito virtuoso de um mercado imobiliário com crédito e consumo aquecido.

Nos Estados Unidos do pós-guerra, a cidade se tornou o principal meio de produção para poder acumular e resolver a crise de 1929. Crédito foi liberado para baixa renda, o que desenvolveu os subúrbios.

Nos anos 1990, a acumulação de capital estava envolta em crises especulativas, desde a crise das bolsas asiáticas de 1998, até a crise da Internet de 2001. O capitalismo americano tentou reavivar a fórmula do mercado imobiliário como setor dinâmico da economia, os investimentos migram das ações do mercado virtual para o imobiliário.

Porém, outros elementos, além dos citados, vão dar o tom da tentativa de um novo ciclo de ouro da acumulação: a transformação dos imóveis, não apenas em meio de impulsionar o mercado, e acumulação e de geração de excedentes, mas também, em bem intangível, capaz de gerar mais-dinheiro por meio da transformação do título da propriedade, em portador de valor e de geração de lucros.

Moradia como Mercadoria Financeira

Setembro de 2001 foi chave para a re-articulação do mercado imobiliário estadunidense. Depois do estouro da bolha da Internet, o FED fez um pacote de liberalização financeira que impulsionou a criação de novos produtos financeiros, os chamados subprimes.

Bem como, reduziu a taxa de juros, após os atentados terroristas de 11 de setembro, estimulando tomada de empréstimos, aumentando ofertantes de hipotecas, criando liquidez para o mercado imobiliário.

Aqui o ciclo re-começa. Não falamos em brasileiro médio, suponhamos um estadunidense médio, ou mesmo, como a sociedade americana é democrática, usamos de um latino-estadunidense, que ganha U$ 8.000,00 ao mês. Ele consegue comprar sua casa em 1998 com as novas linhas de crédito de Bill Clinton. Enche sua casa dos novos microeletrônicos, de novas tecnologias, computadores, lavadoras digitais, tudo o mais.
Passado anos, ele perde seu trabalho, o que faz? Resolve entrar no mercado imobiliário. Re-financia sua casa, hipotecando-a. Com este capital faz outra casa, aluga e hipoteca esta nova casa. Outra vez, e vende a terceira casa e com o capital consegue fazer mais casas. A cada duas, hipoteca uma e vende outra. Assim, vai à direção do crescimento consistente.

A financeira – que hipotecou a casa deste (novo) estadunidense – usa desta dívida e a vende, como um papel, o detentor deste título vai receber no futuro juros pela dívida do cidadão comum com imóvel hipotecado. Quem a compra? Uma Financeira B que detém recursos do fundo previdenciário dos trabalhadores da Califórnia, e é muito séria, esta, por sua vez, cria uma carteira e coloca todas as dívidas que compra, e as vende. Todos fazem dinheiro e ficam felizes, comprando novos produtos eletrônicos, que agora são mais baratos, pois todos feitos na China.

Aqui, os imóveis se fazem papéis, mercadoria financeira que acumulou dinheiro com capital imobilizado, dívida futura sobre algo já pronto, esta é sua primeira imagem. Os nomes do jogo do mercado subprime são: CDO (títulos garantidos por dívidas, collateralized debt obligations –) e os SIVs (empresas de investimentos estruturados, structured investments vehicles –). O primeiro imprime e dinamiza a categoria de capital-fictício, enquanto o segundo é o espaço essencial de valorização deste capital, isto é, CDO é a mercadoria e SIV é a indústria destes papéis de dívida. O movimento de capitalização a partir de CDO nos SIVs resignificou o mercado imobiliário estadunidense, isto é, os mercados de subprime se basearam numa imagem retorcida da negociação de imóveis a partir do mecanismo de hipoteca, em que uma casa se faz uma dívida que mobiliza dinheiro (2).

Os “subprimes” injetaram massas e massas de dinheiro para o setor financeiro estadunidense emprestar aos homens comuns, que refinanciavam seus imóveis, construíam mais imóveis e aqueciam o mercado imobiliário. Conforme o gráfico 1, há um aumento de preço dos imóveis que atinge seu ápice em maio de 2006.

grafico 1

Esta valorização imobiliária aqueceu o mercado, estimulando produção e consumo, conforme o gráfico 2, fechando o circuito virtuoso da valorização financeira . Este mercado mobilizou entre 2001 e 2006, média anual de U$ 3 trilhões de novas operações.

grafico 2

O capital fictício e as finanças são baseados no tempo futuro e na dívida. No caso do subprime, um dono de imóvel emprestava dinheiro que se fazia título, e estes eram vendidos pela SIV como CDO, títulos da dívida inicial. Assim, o mercado criou outro “Dinheiro para pode fazer Mais-Dinheiro” com o papel referência do empréstimo da hipoteca, vendendo mais caro a dívida futura a ser paga pelo dono de imóvel, jogando com o tempo futuro. As construtoras faziam mais imóveis e, senão os vendiam, transformavam-no em fonte de novo empréstimo. Os donos de imóveis refinanciavam o próprio imóvel para poder pagar a dívida inicial e investir ainda mais no mercado, fazendo mais imóveis e mais-dinheiro, ou simplesmente consumir. Até quando foi possível alimentar esta indústria lucrativa?

Até o momento de nosso estadunidense médio ter de pagar sua dívida, pois se avolumou, e ele tem de re-financiar a dívida novamente, e o dinheiro real começa a sumir, e como o preço do imóvel é alto, a dívida também se faz difícil de pagar.

O FED aumentou processualmente o preço da taxa de juros dos títulos, acompanhando o ritmo crescente dos preços dos imóveis. Assim, as hipotecas e as dívidas foram crescendo e os tomadores de empréstimos perdendo com a diminuição dos preços dos imóveis que atingira seu pico com o mercado de construção estafado conforme gráfico 2. A taxa de juros cresceu de 1% a.a., em maio de 2004, para 5,25% a.a., em junho de 2006 (2), aumentando, portanto, o custo do endividamento e retirando liquidez da economia, como resposta o preço dos imóveis foi decrescendo, conforme gráfico 1.

A Imagem Financeira Testemunha a Realidade

Seguindo as pistas de Walter Benjamin (3) podemos ter uma perspectiva diferente do mercado do Subprime. O Alemão buscou interpretar a cultura de massas e as novas mercadorias culturais. Para Benjamin a fotografia e as artes cinematográficas, ao reproduzirem em massa as obras de artes, retiraram sua autoridade. As cópias vão desvirtuando-se e perdendo o valor inicial. As reproduções perdem a referência no original, enfraquecendo-se conforme são copiadas. Podemos usar deste resultante analítico da cultura de massas para a análise econômica, buscando perceber com mais clareza o movimento econômico do capital fictício. Aqui, a imagem financeira testemunha a realidade.

A imagem financeira não é a obra de arte, mas sim a mercadoria imóvel. As máquinas fotográficas são as indústrias de fazer “produto financeiro” com as hipotecas, SIVs, as fotos são os papéis que faziam dinheiro com os empréstimos referenciados nos imóveis, os CDOs. Estes por sua vez, eram fotocopiados muitas vezes criando os subprimes de diferentes linhas, AAA, BBB, que iam para a “carteira” dos fundos de investimento, estas cópias entravam em pacotes lacrados e ninguém mais sabia qual era o objeto original. Mas as cópias mudavam a imagem original e dentro da fantástica máquina de fazer dinheiro, elas mudavam de cor e se faziam mais vivas que o imóvel real, tendo mais valor e dinheiro.

Aqui há uma dilatação do tempo de rotação e aceleração da acumulação, isto é, não há um capital anti-crescimento econômico, pois o capital fictício:

converte um processo de circulação muito longo em uma taxa de retorno anualizada. O capital fictício faz isso ao facilitar a compra e venda diária de direitos e demandas em relação à participação no produto do trabalho futuro. Às vezes, a taxa é fixa (debêntures) ou variável, de acordo com o que o trabalho realmente produz ano a ano (ações. Entretanto, mede-se essa taxa em termos exatamente comparáveis à taxa de lucro sobre o tempo de rotação socialmente necessário da produção corrente ”(Cf. Harvey, 2001p. 136)

Isto, é, o capital fictício produz crescimento econômico, pois:

(…) O crédito equivalente aos valores excedentes de uso (mercadorias e capacidade produtiva) é adicionado ao capital excedente em moeda originário da produção corrente, e investido como capital fictício em projetos de longo prazo. Assim, a força de trabalho excedente encontra emprego. A demanda extra por bens assalariados e meios de produção se iguala aos valores excedentes de uso da produção corrente. Os estoques diminuem e a utilização da capacidade aumenta. Os preços e os lucros se recuperam, o reinvestimento na produção corrente é retomado e excedentes adicionais tanto de capital como de força de trabalho são gerados para ser absorvidos mais uma vez por meio da formação de capital fictício e do investimento adicional em projetos a longo prazo. Tal processo pode continuar ad infinitum, desde que não haja limite para o volume de formação do capital fictício (p. 139).

Como lembra Harvey (4), em sua leitura de Marx, o capitalismo não pode sobreviver sem expansão. Indo na esteira das reflexões do marxista inglês, e a partir da leitura da crise em contraste com o livro III do Capital, nossa hipótese é: o capital fictício não “joga” sempre contra a produção e criação de valor, ele pode e deve ter um primeiro momento de efeito expansivo, muitas vezes postergando ao “futuro” à crise que poderia ser “hoje”. O problema reside no momento quando esta dívida é cobrada e as expectativas “infladas” não são realizadas, aqui o capital fictício atua com seu caráter parasitário, aprofundando os efeitos perversos da crise de desvalorização do capital, dinheiro e superexploração do trabalho. Porém, temos uma segunda hipótese que é conclusão da primeira: antes de cair na fase “depressiva”, o capital fictício cria um efeito amortecedor a partir da recessão, que é “empatar” a economia com desemprego e reparto do bolo – sem queima generalizada de capital – , existente com privatizações e mais especulações, mas esta dinâmica serve outra vez para “jogar para o futuro” à necessidade de queima de capitais.

Ainda segundo Harvey (2001)

o capital fictício é uma demanda sobre trabalho futuro. Para a realização do seu valor, o trabalho futuro deve ser organizado de tal modo a assegurar uma taxa de retorno sobre o investimento inicial. De fato, o que acontece é que os problemas presentes são absorvidos mediante a contratação de obrigações futuras. Até o ponto em que o problema seja absorvido e não eliminado, o equilíbrio dinâmico representa deslocamento temporal contínuo por meio da formação acelerada de capital fictício. O volume de dívidas cresce e o trabalho futuro fica cada vez mais preso dentro de uma moldura de obrigações contratuais. Em algum momento, as dívidas tem de ser pagas. O momento exato depende do tempo de rotação do capital distribuído em infra-estruturas físicas e sociais específicas. No entanto, a formação acelerada de capital fictício – a verdadeira essência da espiral de desenvolvimento – significa que mais e mais trabalho vivo da produção corrente precisa ser entregue para saldar obrigações passadas (p. 139)

Assim, os capitais circulam mais rapidamente, gerando um maior volume de excedentes, a fórmula de D (…) D’ do capital – que gera dinheiro por meio do dinheiro – busca atualizar tempos de longo prazo para o curto prazo. A produção imobiliária tem um tempo de rotação de capital de médio prazo, principalmente, de prédios e edifícios, bem como, a geração de rendas (tanto na forma de lucro para reinvestir em grandes obras, como na de salários para comprar uma casa própria) para fornecer a demanda efetiva é de um prazo maior ainda. O capital fictício criado no processo estadunidense, acelerava todos os tempos e neste ínterim, gerava ainda mais excedentes fictícios por meio de títulos. A grande arte do Subprime foi fazer lucros com dívidas para os próprios devedores, gerando uma demanda insustentável.

Mas, por que será que uma crise de alguns maus pagadores gerou todo o estado apocalíptico posterior? A questão está no papel assumido pelo mercado imobiliário para o centro do capitalismo mundial, os Estados Unidos. Pois, é neste espaço geográfico que se encontra o centro de decisões, o controle do referente de valor mundial – o dólar – e a precedência política nas decisões dos organismos multilaterais, bem como o maior poderio militar. Nossa hipótese é que o mercado imobiliário era o espaço dinâmico da acumulação do capitalismo americano pós-2001, além da indústria militar. Pois, há depressão de outros mercados, com pouca geração de excedentes, de outra forma, uma crise de pagamentos de um setor, poderia ser coberto com os excedentes de outros setores. Se um banco quebra, ele pode ser comprado por outro capitalista. Entretanto, no que ocorreu nos Estados Unidos é: Todos os investimentos excedentes pós-crise da bolsa de valores de 2001, depois da bolha da Internet, foram para os fundos compradores de subprime.

Síntese: O Mercado Espelho de Outros Mercados

O fim desta história é conhecido: Compra deste Ativo Podre, outrora louvado como o que há de melhor em engenharia financeira. Quebras e mais-quebras de bancos. Crise de alimentos (comida como mercadoria financeira?) em março de 2008, mas recuando com a diminuição da demanda mundial. Depois, as dívidas dos Estados aparecem como a nova especulação com o Dinheiro do Estado. Apareceram os BRIC e seus sinais de aceleração econômica e neo-desenvolvimentismo apaziguaram as expectativas de todos.

O que nos ensina a crise de um mercado? Muitas coisas, a extensão deste artigo não nos daria conta de explicar tudo. Por outro lado, podemos ler duas mensagens destes Anjos Apocalípticos do Dinheiro:

1) Que o capital fictício baseia-se no capital bancário, mas o ultrapassa, que seu caráter parasitário se dá no momento de cobrar o butim, pois na hora da divisão do bolo não sobra para ninguém, neste momento seu efeito pode ser depressivo (crise de 2008) ou recessivo como recomposição do capital (privatizações de 1970-1990). Porém ele tem um movimento inicial de crescimento e expansão, criando liquidez e dinheiro para acumular. Isto significa que o capitalismo financeiro não é contraditório com o neodesenvolvimentismo, mesmo baseado em intervencionismo do Estado, desde que não haja mais “custos do Trabalho”. O novo desenvolvimentismo é capital do Estado associado com capital fictício. Será que esta dupla é contraditória? A tecnocracia e os banqueiros não se entenderam nos anos 1990, mas agora são amigos.

2) Que o desequilíbrio em um mercado pode contagiar outros muitos mercados, não por que o problema da crise é centralmente um problema entre equilíbrio de mercados, necessitando somente uma reorganização do sistema financeiro, regulando suas “informações”. O Desequilíbrio é permanente em uma economia capitalista e faz parte de seu movimento dinâmico. Equilíbrio permanente é economia sem lucro extraordinário (O lucro zero dos neoclássicos), isto é, uma economia eternamente recessiva. É possível? Existe um mercado “líder” ou feixe deles, tendo seu preço como referência. O Mercado Subprime era o espaço mais dinâmico do capitalismo financeiro de espelhos retorcidos, portanto, concentrava em si às contradições de todos os outros mercados. Mas existem novos Mercados Dinâmicos que criam novos preços referências. Que acontecerá com eles?

Aqui, a hegemonia mundial é abalada. Não há um centro de decisões do Império. Os Chineses tomam a dianteira, com eles vêm os emergentes, tentando desbancar os Europeus e Japoneses. O crescimento do poder político dos Chineses e mesmo de Brasil foi estimulado pelos investidores internacionais sem pátrias, que direcionavam investimentos para a China e para mercados emergentes. Será que é possível superar o vazio da demanda estadunidense?
O que nos ensina a crise? Que a História está longe de acabar. Portanto, abre-se um vazio no horizonte. Mas também que as Bolhas estão longe de terminar sua explosão de médio prazo. Ensina que o Estado é amigo do Dinheiro e não seu inimigo, como queriam alguns anti-neoliberais. Ensina que temos que rearticular nossa estratégia de toma deste Estado e Economia.

Referências

(1) David Harvey. Enigma do Capital. Boitempo. São Paulo: São Paul: 2011

(2) Gilberto Rodrigues Borça Júnior e Ernani Teixeira Torres. Analisando a Crise do Subprime. Revista do BNDES. Rio de Janeiro, v. 15, N. 30, p 129-159. Dezembro de 2008.

(3) Walter Benjamin. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. In: ADORNO et al. Teoria da Cultura de massa. Trad. de Carlos Nelson Coutinho. São Paulo: Paz e Terra, 2000. p. 221-254.

(4) David Harvey. A Produção Capitalista do Espaço. Anna Blume. São Paulo: São Paulo, 2001.

Anúncios